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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Qual é a diferença entre a Religião e o Evangelho?


Homens e mulheres foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26-27), para expressar o amor e a bondade de Deus na criação. Fomos criador por Deus, por meio de Deus e para Deus (Rm 11.36). Deus é Santo, Poderoso, mais alto que os céus, mas nos criou e humildemente se abaixou para nos alcançar com seu amor. A antropologia e a história deixam claro que o ser humano é religioso por natureza, pois o próprio Deus nos criou para a comunhão com Ele. Sem Deus há um vazio, um desejo ardente e incompreendido, uma insatisfação crônica, que às vezes é amenizada pela criação de Deus, mas só pode ser satisfeita plenamente no próprio Deus. Os poetas sentem e cantam aquilo que, às vezes, nem mesmo eles compreendem: "a saudade que eu sinto de tudo o que eu ainda não vi" ("Índios" - Renato Russo). É o anseio por algo que, muitas vezes, não temos a mínima ideia do que possa ser!

Deus nos criou para uma relação amorosa, livre e responsável com Ele, uns com os outros e com a criação de Deus. No livro de Gênesis, Deus demonstra este amor livre e responsável à medida que não apenas cria o ser humano à sua imagem e semelhança, não apenas coloca num jardim generoso, capaz de lhe dar tudo o que precisa para viver bem, não apenas cria o homem e a mulher como doação mútua de amor e cuidado, mas dá ao ser humano liberdade de ação: liberdade com responsabilidade. Deus oferece uma liberdade generosa ("de toda árvore do jardim comeras livremente" - Gn 2.16), mas com responsabilidade ("mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" - Gn 2.17).  

A fé cristã fala de uma crise, mãe de todas as crises, chamada pecado. Deus é amor e liberdade. Mas o verdadeiro amor é entrega ao outro. A verdadeira liberdade é desejo pelo bem. A fé cristã nos ensina, em toda a Escritura, a crise gerada pelo desejo de independência e autonomia em relação a Deus, do desejo de "ser como Deus", de definir por si próprio o bem e o mal. O ser humano escolheu o caminho da independência em relação a Deus, escolheu definir o seu próprio caminho, definir o certo e o errado por si próprio, enfim, escolheu o caminho da "autonomia" (ser a própria lei). Rompemos com um lindo relacionamento de amor e liberdade com Deus! Quisemos ser deuses, quisemos nos assentar no Trono do Criador!

Quando escolhemos o caminho da autonomia, deixamos para trás o Éden, o jardim paradisíaco da presença de Deus, e começamos a trilhar o próprio caminho. E o que encontramos? A saudade daquilo que não conhecemos mais direito, o desejo da presença do Criador! Encontramos a frustração de perceber que deixamos o Guia, achamos que éramos guias, mas estávamos todos perdidos, sem conhecer o caminho! Encontramos a decepção conosco mesmos (morte, mentira, violência...). Em alguns momentos, estivemos muito felizes com o "progresso" e com nosso "conhecimento", até sermos desmascarados pelos nossos próprios pecados em Auschwitz, na Bósnia, em Mauthausen, na Ruanda, na Síria...

É neste contexto que surge a RELIGIÃO. A palavra religião expressa o desejo de conexão com o "sagrado", expressa a saudade do Criador. A RELIGIÃO é o esforço humano de se conectar novamente com DEUS. O problema é que Deus é santo demais, poderoso demais, alto demais, inalcançável demais! É como tentar pegar o sol ou as estrelas com as mãos! Toda religião expressa a busca do ser humano em alcançar a Deus. Toda RELIGIÃO é um projeto falido, pois não conseguimos alcançar a DEUS por esforço próprio.

Mas, e o EVANGELHO? O Evangelho NÃO É a tentativa humana de alcançar a Deus, mas algo completamente diferente. O EVANGELHO é a Boa Notícia de que Deus veio para nos alcançar, para nos conectar novamente com ele, para nos religar com Ele! E Deus não nos conecta com ele através de sacrifícios de animais, de ritos, de autoflagelação, de rezas. Em JESUS CRISTO, o único Deus verdadeiro veio ao mundo, para nos reconciliar com Ele. Jesus viveu uma vida maravilhosa de amor, aceitação, perdão e paz, tendo sido tentado em todas as coisas, mas sem pecado algum. Ele tomou sobre si a nossa culpa de maldade e injustiça e a pregou na cruz no seu próprio corpo. Ele viveu como deveríamos viver, amou aos inimigos e pagou o mal com o bem. Tendo morrido na cruz, Ele venceu o mundo, a carne e o diabo, pois não apenas jamais pecou contra Deus e a sua criação, mas triunfou vencendo a morte, ressuscitando ao terceiro dia. Ao ressuscitar, Jesus envia aos nossos corações o Espírito Santo de Deus, que nos renova de dentro para fora, e nos traz conexão com Deus e poder para uma nova vida, na qual o amor e o perdão de Deus são renovados a cada dia. Jesus está assentado, reinando à direita de Deus Pai, até aquele dia, que está chegando, em que Ele vai voltar para destruir o mal que Ele já derrotou na cruz e na ressurrreição.

A religião é o esforço humano para alcançar a Deus. O problema é que o ser humano jamais consegue alcançar a Deus através dos seus próprios esforços! A religião é o fracasso da criatura em buscar alcançar o Criador do seu próprio jeito.
O Evangelho é a Boa Notícia de que não foi o ser humano que alcançou a Deus, mas de que o próprio Deus nos alcançou, através do Seu Filho Jesus Cristo. Na cruz e na ressurreição de Jesus, bem como na sua presença em nossa vida através do Espírito Santo de Deus, somos perdoados por Deus e capacitados para uma nova vida de amor, justiça e paz, uma vida conectada com o único Deus Criador.

Creia no Evangelho. Viva o Evangelho. Anuncie o Evangelho.


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